quarta-feira, 7 de maio de 2014

RINITE - SINTOMAS, CAUSAS e TRATAMENTO


O que é Rinite alérgica?

Sinônimos: Febre do feno, alergia nasal
A rinite alérgica é um conjunto de sintomas, principalmente no nariz e nos olhos, que ocorre quando você respira alguma substância que lhe dá alergia, como pó, pelo de animais ou pólen.

Causas

Um alérgeno é uma substância que desencadeia uma alergia. Quando uma pessoa com rinite alérgica respira um alérgeno, como pólen ou pó, o corpo libera substâncias químicas, incluindo a histamina. Isso causa sintomas alérgicos, como irritação, inchaço e produção de muco.
A febre do feno envolve uma reação alérgica ao pólen. (Uma reação parecida ocorre com a alergia a mofo, pelo de animais, poeira e outros alérgenos similares inalados.)
Os polens que causam a febre do feno variam dependendo da pessoa e da região. 
Os polens minúsculos e difíceis de enxergar causam a febre do feno com mais frequência. Exemplos de plantas normalmente responsáveis pela febre do feno:
  • Árvores (de folhagem sazonal ou permanente)
  • Gramíneas
  • Tasneira
A quantidade de pólen no ar é um fator determinante para o surgimento dos sintomas da febre do feno. 
Dias quentes, secos e com muito vento têm probabilidade maior de apresentar altas quantidades de pólen no ar do que dias frios, úmidos e chuvosos, quando quase todo o pólen vai para o solo, carregado pela água.
Alguns distúrbios podem ser associados a alergias. É o caso do eczema e da asma, por exemplo.
As alergias são muito comuns. Os seus genes e o ambiente ao seu redor podem deixar você mais vulnerável a alergias como a rinite alérgica.
Essa possibilidade de desenvolver (ou não) alergias é algo frequentemente passado para as próximas gerações de uma família. Se o seu pai e a sua mãe são alérgicos, é provável que você também seja. 
A chance é maior se a sua mãe tem alergias.

Exames

Seu médico realizará um exame físico e fará perguntas sobre os seus sintomas. O histórico dos sintomas é importante para diagnosticar a rinite alérgica, incluindo a variação ou não dos sintomas de acordo com o horário ou a estação e a exposição a animais ou a outros alérgenos.
O teste de alergias pode revelar substâncias específicas que desencadeiam os seus sintomas. O teste feito na pele é o método mais comum para testar as alergias.
Se o médico concluir que você não pode realizar o teste cutâneo, exames de sangue especiais poderão ajudar a efetuar o diagnóstico. Esses exames de sangue podem medir os níveis de substâncias específicas relacionadas a alergias, principalmente a imonuglobulina E (IgE).
Um hemograma completo, principalmente o exame de leucócitos eosinófilos, também pode ajudar a revelar alergias.

Sintomas de Rinite alérgica

Alguns sintomas da rinite alérgica possíveis de ocorrer logo após entrar em contato com a substância que causa alergia são:
  • Irritação no nariz, na boca, nos olhos, na garganta, na pele ou em qualquer outra região
  • Problemas com odores
  • Coriza
  • Espirros
  • Lacrimejamento nos olhos
Sintomas da rinite alérgica que podem se apresentar posteriormente:
  • Congestão nasal
  • Tosse
  • Diminuição da audição e diminuição do olfato
  • Dor de garganta
  • Olheiras
  • Olhos inchados
  • Fadiga e irritabilidade
  • Cefaleia
  • Problemas de memória e lentidão de raciocínio

Buscando ajuda médica

Marque uma consulta com o médico caso se manifestarem sintomas graves de rinite alérgica ou de febre do feno, se os tratamentos que funcionaram antes se tornarem ineficazes ou se os sintomas não responderem ao tratamento.

Tratamento de Rinite alérgica

O melhor tratamento para a rinite alérgica, em primeiro lugar, é evitar os agentes que causam seus sintomas alérgicos. 
Talvez seja impossível evitar completamente todos os desencadeadores das suas alergias, mas você pode tomar algumas medidas para diminuir a exposição.
Existem muitos medicamentos diferentes disponíveis para tratar a rinite alérgica. 
O medicamento prescrito pelo médico depende do tipo e da gravidade dos sintomas, da idade e da existência de outras doenças (como a asma).
Para a rinite alérgica leve, uma lavagem nasal pode ser útil para remover o muco do nariz. 
Você pode comprar uma solução salina na farmácia ou preparar uma solução caseira com uma xícara de água morna, meia colher de chá de sal e uma pitada de bicarbonato de sódio.
São tratamentos para a rinite alérgica:

Anti-histamínicos

Os anti-histamínicos funcionam bem no tratamento dos sintomas alérgicos, principalmente quando eles não acontecem com muita frequência ou se não duram muito tempo.
  • Os antihistamínicos tomados por via oral costumam aliviar os sintomas leves e moderados da rinite alérgica, mas muitos podem provocar sonolência. Alguns podem ser comprados sem receita médica. Converse com seu médico antes de administrar esses medicamentos para crianças, pois eles podem afetar o aprendizado.
  • As novas fórmulas de anti-histamínicos causam pouca ou nenhuma sonolência. Alguns deles estão disponíveis sem receita médica. Eles geralmente não interferem no aprendizado. Esses medicamentos contêm loratadina e cetirizina. Outros anti-histamínicos podem ser comprados com receita médica.
  • A azelastina é um spray nasal com anti-histamínico usado para tratar a rinite alérgica.

Corticoides

  • Os sprays nasais com corticoides são o tratamento mais eficaz para a rinite alérgica.
  • Eles funcionam melhor se são usados continuamente, mas também podem ser úteis quando utilizados por curtos períodos.
  • Muitas marcas estão disponíveis. Você precisará de uma receita médica. Eles são seguros para crianças e adultos.

Descongestionantes

  • Os descongestionantes também podem ajudar a reduzir sintomas como a congestão nasal.
  • Os sprays nasais descongestionantes não devem ser usados por mais de três dias.
  • Tenha cuidado ao usar sprays nasais salinos adquiridos sem receita médica se eles incluírem cloreto de benzalcônio. Esses sprays podem, na verdade, piorar os sintomas e causar infecções.

Outros tratamentos

  • O antileucotrieno é um medicamento aprovado e indicado para ajudar a controlar a asma e aliviar os sintomas das alergias sazonais.
Doenças específicas causadas por alergias (como a asma e o eczema) podem exigir tratamentos adicionais.

Injeções contra alergia

As injeções contra alergia (imunoterapia) poderão ser recomendadas se o alérgeno não puder ser evitado e os sintomas forem difíceis de controlar. Isso inclui tomar injeções regulares do alérgeno, administrado em doses crescentes (cada dose é ligeiramente maior que a dose anterior) que podem ajudar o corpo a se adaptar ao antígeno.

PNEUMONIA - SINTOMAS, CAUSAS e TRATAMENTOS

O que é Pneumonia?

Pneumonia é uma infecção que se instala nos pulmões (órgão duplo localizado um de cada lado da caixa torácica). 
Pode acometer a região dos alvéolos pulmonares onde desembocam as ramificações terminais dos brônquios e, às vezes, os interstícios (espaço entre um alvéolo e outro).
Basicamente, pneumonias são provocadas pela penetração de um agente infeccioso ou irritante (bactérias, vírus, fungos e por reações alérgicas) no espaço alveolar, onde ocorre a troca gasosa. 
Esse local deve estar sempre muito limpo, livre de substâncias que possam impedir o contato do ar com o sangue.
Diferentes do vírus da gripe, que é uma doença altamente infectante, os agentes infecciosos da pneumonia não costumam ser transmitidos facilmente.

Tipos

Existem diversos tipos de pneumonia. Entre eles estão:
  • Pneumonia provocada por vírus
  • Pneumonia provocada por fungos
  • Pneumonia provocada por bactérias
  • Pneumonia química.

Fatores de risco

  • Fumo: provoca reação inflamatória que facilita a penetração de agentes infecciosos
  • Álcool: interfere no sistema imunológico e na capacidade de defesa do aparelho respiratório
  • Ar-condicionado: deixa o ar muito seco, facilitando a infecção por vírus e bactérias
  • Resfriados mal cuidados
  • Mudanças bruscas de temperatura.

Sintomas de Pneumonia

Entre os sintomas de pneumonia estão:
  • Febre alta
  • Tosse
  • Dor no tórax
  • Alterações da pressão arterial
  • Confusão mental
  • Mal-estar generalizado
  • Falta de ar
  • Secreção de muco purulento de cor amarelada ou esverdeada
  • Toxemia (danos provocados pelas toxinas carregadas pelo sangue)
  • Prostração (fraqueza).

Diagnóstico de Pneumonia


O diagnóstico de pneumonia é feito com exame clínico, auscultação dos pulmões e radiografias de tórax.

Tratamento de Pneumonia

O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos, e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. 
A internação hospitalar para pneumonia pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.

terça-feira, 6 de maio de 2014

MAL DE PARKINSON - SINTOMAS, CAUSAS e TRATAMENTOS


O que é Mal de Parkinson?


Sinônimos: Doença de Parkinson
O mal de Parkinson é uma doença do cérebro que provoca tremores e dificuldades para caminhar, se movimentar e se coordenar.

Causas

O mal de Parkinson se desenvolve mais frequentemente depois dos 50 anos. É um dos distúrbios nervosos mais comuns dos idosos. 
Às vezes, o mal de Parkinson ocorre em adultos jovens. Ele afeta tanto homens quanto mulheres.
Em alguns casos, o mal de Parkinson é hereditário. Quando uma pessoa jovem é afetada, geralmente se deve a causas hereditárias.
As células nervosas usam uma substância química do cérebro chamada dopamina para ajudar a controlar os movimentos musculares. 
O mal de Parkinson ocorre quando as células nervosas do cérebro que produzem dopamina são destruídas lentamente. 
Sem a dopamina, as células nervosas dessa parte do cérebro não podem enviar mensagens corretamente. Isso leva à perda da função muscular. 
O dano piora com o tempo. A causa exata do desgaste destas células do cérebro é desconhecida.
O mal de Parkinson em crianças pode ocorrer porque os nervos não são tão sensíveis à dopamina. O mal de Parkinson é raro em crianças.
O termo "parkinsonismo" se refere a qualquer doença que envolva os tipos de alterações de movimento vistos no mal de Parkinson. 
O parkinsonismo pode ser causado por outras doenças (como o parkinsonismo secundário) ou por determinados medicamentos.


Sintomas de Mal de Parkinson

A doença pode afetar um ou ambos os lados do organismo. O grau de perda de funções pode variar.
Os sintomas podem ser suaves no início. Por exemplo, o paciente pode ter um tremor suave ou a leve sensação de que uma perna ou pé estejam rígidos ou se arrastando.
Os sintomas incluem:
  • Diminuição ou desaparecimento de movimentos automáticos (como piscar)
  • Constipação
  • Dificuldade de deglutição
  • Babar
  • Equilíbrio e caminhar comprometidos
  • Falta de expressão no rosto (aparência de máscara)
  • Dores musculares (mialgia)
  • Dificuldade para começar ou continuar o movimento, como começar a caminhar ou se levantar de uma cadeira
  • Perda da motricidade fina (a letra pode ficar pequena e difícil de ler, e comer pode se tornar mais difícil)
  • Movimentos diminuídos
  • Posição inclinada
  • Músculos rígidos (frequentemente começando nas pernas)
  • Tremores que acontecem nos membros em repouso ou ao erguer o braço ou a perna
  • Tremores que desaparecem durante o movimento
  • Com o tempo, o tremor pode ser visto na cabeça, nos lábios e nos pés
  • Pode piorar com o cansaço, excitação ou estresse
  • Presença de roçamento dos dedos indicador e polegar (como o movimento de contar dinheiro)
  • Voz para dentro, mais baixa e monótona
Outros sintomas:
  • Ansiedade, estresse e tensão
  • Confusão
  • Demência
  • Depressão
  • Desmaios
  • Alucinações
  • Perda de memória

Tratamento de Mal de Parkinson

Não há cura conhecida para o mal de Parkinson. O objetivo do tratamento é controlar os sintomas.
Os medicamentos controlam os sintomas principalmente aumentando os níveis de dopamina no cérebro.
Em alguns momentos do dia, os efeitos positivos do medicamento muitas vezes passam, e os sintomas podem reaparecer. Nesse caso, seu médico necessita mudar:
  • O tipo de medicamento
  • A dose
  • O tempo entre as doses
  • A forma como os medicamentos são tomados
Trabalhe de perto com seus médicos e terapeutas para ajustar o programa de tratamento. Nunca mude ou suspenda nenhum medicamento sem consultar seu médico.
Muitos medicamentos podem causar efeitos colaterais graves, incluindo alucinações, náuseas, vômitos, diarreia e delírios. 
O monitoramento e o acompanhamento do médico são importantes.
Por fim, sintomas como postura inclinada, movimentos congelados e dificuldades na fala podem não responder muito bem ao tratamento com drogas.
Os medicamentos usados para tratar os sintomas do mal de Parkinson são:
  • Levodopa, Sinemet, levodopa e carbidopa
  • Pramipexol, ropinirol, bromocriptina
  • selegilina, rasagilina
  • amantadina ou medicamentos anticolinérgicos - para reduzir tremores precoces ou suaves
  • Entacapone - para prevenir a quebra da levodopa
Alterações no estilo de vida que podem ser úteis para o mal de Parkinson:
  • Boa nutrição e saúde geral
  • Exercícios, mas ajustando o nível de atividade de acordo com os níveis flutuantes de energia
  • Períodos regulares de descanso e evitar o estresse
  • Fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional
  • Corrimãos colocados em áreas comumente usadas na casa
  • Utensílios especiais para comer
  • Os assistentes sociais ou outros serviços de aconselhamento podem ajudar você a lidar com a doença e obter assistência (como onde encontrar serviços de comida em domicílio)
Com menor frequência, a cirurgia pode ser uma opção para pacientes com mal de Parkinson severo que já não responda a muitos medicamentos. Essas cirurgias não curam o Parkinson, mas podem ajudar alguns pacientes:
  • Na estimulação cerebral profunda (DBS), o cirurgião implanta estimuladores elétricos em áreas específicas do cérebro para ajudar o movimento.
  • Outro tipo de cirurgia destrói os tecidos cerebrais que causam os sintomas do mal de Parkinson.

Expectativas

Se não for tratada, a doença piora até a pessoa se tornar completamente inválida. O mal de Parkinson pode levar à deterioração de todas as funções cerebrais e à morte prematura.
A maioria das pessoas responde bem aos medicamentos. A eficácia dos medicamentos em aliviar os sintomas e a duração desse efeito pode ser diferente em cada pessoa. 
Os efeitos colaterais dos medicamentos podem ser graves.

Complicações possíveis

  • Dificuldade de realizar tarefas diárias
  • Dificuldade para engolir ou comer
  • Deficiência (varia de pessoa para pessoa)
  • Lesões por quedas
  • Pneumonia por aspirar saliva
  • Efeitos colaterais dos medicamentos

MIOPIA - SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTOS

O que é Miopia?

Sinônimos: Vista curta
A miopia acontece quando a luz que entra no olho é focalizada incorretamente, fazendo com que os objetos distantes pareçam turvos. 
A miopia é um tipo de erro de refração do olho.Se você tiver miopia, terá problemas para enxergar objetos que estão longe.

Causas

As pessoas conseguem enxergar porque a parte frontal do olho encurva (refrate) a luz e a aponta para a superfície posterior do olho, chamada retina.
A miopia ocorre quando o comprimento físico do olho é maior do que o comprimento óptico.
Isso faz com que seja mais difícil para os olhos focar a luz diretamente na retina. 
Se os raios de luz não estiverem claramente focados na retina, as imagens que você vê podem ficar borradas.
A miopia afeta homens e mulheres igualmente. As pessoas com histórico familiar de miopia têm mais probabilidade de desenvolvê-la. 
A maioria dos casos de olhos com miopia é saudável, mas um pequeno número de pessoas com miopia grave desenvolve uma forma de degeneração da retina.

Sintomas de Miopia

Uma pessoa míope vê claramente os objetos próximos, mas os objetos distantes ficam borrados. Apertar os olhos pode fazer com que os objetos distantes pareçam mais claros.
Com frequência, a miopia é notada pela primeira vez em crianças em idade escolar ou adolescentes. As crianças, muitas vezes, não conseguem ler o quadro-negro, mas podem ler um livro facilmente.
A miopia piora durante os anos de crescimento. As pessoas com miopia precisam trocar de óculos ou lentes de contato frequentemente. 
Normalmente, o problema para de avançar quando a pessoa para de crescer ou quando chega na faixa dos 20 anos.
Outros sintomas podem incluir:
  • Fadiga ocular
  • Dores de cabeça (incomum)

Tratamento de Miopia

Usar óculos ou lentes de contato pode ajudar a alterar o foco da imagem da luz diretamente para a retina, produzindo uma imagem mais clara.
A cirurgia mais comum para corrigir a miopia é o LASIK. Um laser excimer é usado para remodelar (achatar) a córnea, alterando o foco.

Prevenção

Não existe nenhuma maneira de prevenir a miopia. Ler e assistir televisão não causam miopia. 
No passado, colírios dilatadores eram usados como tratamento para diminuir a velocidade do desenvolvimento da miopia em crianças, mas nunca foi comprovado que eram eficazes.
A utilização de óculos ou lentes de contato não afeta o desenvolvimento normal da miopia, eles simplesmente enfocam a luz para que o míope possa ver objetos distantes com clareza. 
As lentes de contato rígidas às vezes mascaram o desenvolvimento da miopia, mas a visão continua piorando "por trás" das lentes de contato.

MENINGITE - SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTOS


O que é Meningite?

A meningite é uma inflamação das meninges, que são as membranas que envolvem o cérebro. A meningite é causada, principalmente, por bactérias ou vírus, portanto são diversos os tipos de meningites. 
Nem todas são contagiosas ou transmissíveis. Em princípio, pessoas de qualquer idade podem contrair meningite, mas as crianças menores de cinco anos são mais atingidas. 
A meningite meningocócica é causada por uma bactéria, o meningococo e é contagiosa.

Causas

A meningite pode ser transmitida pelo doente ou pelo portador através da fala, tosse, espirros e beijos, passando da garganta de uma pessoa para outra. 
Nem todos que adquirem o meningococo ficam doentes, pois o organismo se defende com os anticorpos que cria através do contato com essas mesmas bactérias, adquirindo portanto, resistência à meningite. 
As crianças de 6 meses a um ano são as mais vulneráveis ao meningococo porque geralmente ainda não desenvolveram anticorpos para combatê-la. 
A meningite é uma doença grave e devemos estar alertas para os sinais e sintomas porque, se diagnosticada e tratada logo, pode ser curada sem deixar sequelas para o doente. 
Qualquer caso de meningite precisa ser comunicado às autoridades sanitárias, pelo médico ou pelo hospital onde o paciente está sendo tratado.

Sintomas de Meningite

Entre os sintomas mais comuns da meningite estão:-febre alta;dor de cabeça forte;vômitos (nem sempre, inicialmente);rigidez no pescoço (dificuldade em movimentar a cabeça);manchas cor de vinho na pele;estado de desânimo, moleza.

Nos bebês pode-se também observar:

  • moleira tensa ou elevada
  • gemido quando tocado
  • inquietação com choro agudo
  • rigidez corporal com movimentos involuntários, ou corpo "mole", largado.

Tratamento de Meningite

Após a avaliação médica e a análise preliminar de amostras clínicas, o paciente ficará internado e o tratamento da meningite será realizado com antibióticos específicos.

MALÁRIA - SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTOS



O que é Malária?

Malária é uma doença infecciosa febril aguda transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium.

Causas

Transmissão

A transmissão ocorre após picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por protozoários do gênero Plasmodium. 
No Brasil, três espécies estão associadas à malária em seres humanos: P. vivax, P. falciparum e P. malariae.
O protozoário é transmitido ao homem pelo sangue, geralmente através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por Plasmodium ou, mais raramente, por outro tipo de meio que coloque o sangue de uma pessoa infectada em contato com o de outra sadia, como o compartilhamento de seringas (consumidores de drogas), transfusão de sangue ou até mesmo de mãe para feto, na gravidez.

Sintomas de Malária

Os sintomas mais comuns são: calafrios, febre alta (no início contínua e depois com frequência de três em três dias), dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios. 
No caso de infecção por P. falciparum, também existe uma chance em dez de se desenvolver o que se chama de malária cerebral, responsável por cerca de 80% dos casos letais da doença. 
Além dos sintomas correntes, aparece ligeira rigidez na nuca, perturbações sensoriais, desorientação, sonolência ou excitação, convulsões, vômitos e dores de cabeça, podendo o paciente chegar ao coma.

Tratamento de Malária

A decisão de como tratar o paciente com malária deve estar de acordo com o Manual de Terapêutica da Malária, editado pelo Ministério da Saúde, e ser orientada pelos seguintes aspectos:
  • Espécie de plasmódio dependendo da espécie de plasmódio o paciente vai receber um tipo de tratamento
  • Gravidade da doença - pela necessidade de drogas injetáveis de ação mais rápida sobre os parasitos, visando reduzir a letalidade.

Prevenção

Medidas de prevenção individual: uso de mosquiteiros impregnados ou não com inseticidas, roupas que protejam pernas e braços, telas em portas e janelas, uso de repelentes.
Medidas de prevenção coletiva: drenagem, pequenas obras de saneamento para eliminação de criadouros do vetor, aterro, limpeza das margens dos criadouros, modificação do fluxo da água, controle da vegetação aquática, melhoramento da moradia e das condições de trabalho, uso racional da terra.

LUXAÇÃO - SINTOMAS, CAUSAS E TRATAMENTOS

LUXAÇÃO 
 Luxação é o deslocamento repentino, parcial ou completo, das extremidades dos ossos que compõem uma articulação. 

Isso quer dizer que um osso se separa do outro e desaparecem os pontos de contato entre eles, o que pode provocar lesões nas estruturas próximas (ligamentos, vasos sanguíneos, etc.). 

Luxação é diferente da fratura e da fissura, porque o osso sai do lugar, mas não se quebra nem racha. Ao contrário, permanece inteiro. 

No entanto, o fato de haver uma luxação, não exclui a possibilidade de também existir uma fratura naquele osso. 

As articulações dos ombros, quadril, joelhos, cotovelos, punho e dedos das mãos são as mais atingidas por traumas capazes de provocar luxações. 
 Causas 
 Dependendo do local e da força do impacto provocado por quedas, encontrões, pancadas, por contração brusca da musculatura ou fraqueza muscular, a luxação pode ter consequências graves e provocar incapacidade permanente, especialmente para as pessoas sem preparo físico adequado e que não mantêm uma rotina persistente de exercícios. 


Sintomas

 Dor forte, alterações no formato da articulação, impossibilidade de movimento e, às vezes, inchaço e hematomas são os mais característicos. 

 Diagnóstico Além da avaliação clínica, os exames de raios X são de fundamental importância para o diagnóstico das luxações. 

Ressonância magnética e tomografia computadorizada podem ser úteis depois que o osso foi colocado na posição normal para verificar a ocorrência de danos nas estruturas próximas ao trauma. 

 Tratamento 

 Havendo suspeita de que ocorreu uma luxação, o procedimento é idêntico ao dos casos de fratura. A pessoa deve ser imobilizada numa posição confortável, que permita transportá-la com segurança para atendimento médico especializado. 

 A redução da articulação luxada deve ser feita em ambiente hospitalar, o mais rápido possível. Como se trata de um procedimento doloroso, o ideal é que seja realizado sob sedação ou anestesia geral. 

Dependendo da gravidade, pode ser necessário realizar uma cirurgia para colocar o osso no lugar. 

 Depois de um período de imobilização, o paciente deve fazer fisioterapia para que cada um dos componentes da articulação recupere suas funções. Analgésicos e anti-inflamatórios podem ser úteis durante o tratamento para aliviar a dor e diminuir o inchaço.